Com grande sentido de responsabilidade e com muito orgulho, cumpre-me anunciar o terceiro Congresso da Ordem dos Nutricionistas, após sete anos de interrupção.
Em pouco mais de dois anos, foi possível reorganizar um evento marcante, não só pelo simbolismo que representa, mas também porque, através dele, se fará ciência, partilha, conhecimento e saber.
Com ele, construiremos um espaço de encontro da profissão, onde será possível a reflexão coletiva sobre o papel do nutricionista na sociedade e a relevância da nutrição e da alimentação como pilares da saúde e de sustentabilidade para o futuro.
Neste terceiro Congresso da Ordem dos Nutricionistas, traremos o tema “Da Evidência à Influência”, permitindo centrar nele caminhos diversos com um ponto comum: a evolução da profissão e os desafios do seu progresso.
A evidência científica serve de base à solidez da prática profissional do nutricionista; é sobre ela que a nutrição se constrói, a credibilidade do conhecimento aumenta e a qualidade da prática profissional se aperfeiçoa. Mas é no rosto e na confiança dos que recebem os nossos cuidados que se centra o nosso verdadeiro foco de ação.
Empatia, humanidade e a imprescindível sensibilidade, absolutamente indispensáveis a quem faz da nutrição o seu ofício, quem a pratica com verdadeiro sentido de missão.
O impacto real da ação de um nutricionista mede-se pela capacidade de transformar conhecimento em mudança. Na sua ação sobre determinantes da saúde que influenciam o traçado de vida de uma população; na forma como adequa intervenção nutricional ao tratamento de doenças; no desenvolvimento de produtos com vista a uma melhor qualidade alimentar; na segurança alimentar; no trabalho e ações comunitárias, sempre relevantes, seja sobre populações saudáveis ou grupos de risco e de maior vulnerabilidade. O nutricionista atua desde antes do nascimento, preparando as melhores condições para o novo ser e percorre, acompanhando o processo de crescimento e transformação, períodos críticos e de doença, até culminar no envelhecimento, também ele carente de cuidados nutricionais, até mesmo, quando a decisão a tomar passa pela dignidade não alimentar. O nutricionista intervém e acompanha, participa ativamente no processo de decisão e de reconciliação. É presente e está presente, e isso faz de si um profissional completo e abrangente, mas ao mesmo tempo único e particular.

